Há exatamente uma semana, o torcedor corintiano Marcos Gabriel Cardoso, 16, covardemente agredido por um grupo de torcedores palmeirenses, caminhava com sua agonia que culminaria com sua morte. A estupidez e a covardia do ato não se justificam. Não há motivo nenhum para uma pessoa agredir outra pessoa simplesmente por ela não torcer para o mesmo clube que a outra torce. Este ato de selvageria absurda é intolerável e inadmissível, do ponto de vista que, cenas como estas só costumam ser vistas em guerras, e por incrível que possa parecer o nosso país não está em guerra. Mas parece.Os níveis de violência registrados no Brasil são tão altos, que chegam a ser maiores do que diversos países em conflito ou guerra civil, tais como alguns países da África e até o Iraque. Sinceramente eu não compreendo o porquê de tamanha violência. Nosso povo, de fato, não teria nenhuma razão para ser tão violento. E o que torna isso mais alarmante é que grande parte dos crimes de morte são praticados por motivos fúteis, como o do caso do torcedor corintiano.Nosso povo chegou a uma irracionalidade tamanha, que matar num indivíduo tornou-se algo banal. E acreditem, tudo isso é mais que um problema social: é um problema cultural e acima de tudo, educacional. Ao mesmo tempo que a violência urbana crescia, a educação, a cultura, lazer e o esporte tornavam-se cada vez menos prioridades para os nossos governantes. Um povo bem educado e informado, tem a consciência do seu papel de cidadão, e por isso vive melhor em sociedade.E investir no povo tornou-se questão de sobrevivência para país, para a sociedade, e principalmente para o próprio povo que é a maior vítima de toda a violência. As pessoas saem de casa sem ter a certeza do retorno. As casas possuem mais grades do que presídios. Esta sensação de medo permanente atrapalha, e muito, o nosso desenvolvimento como sociedade e como pessoas. E exigir de nossos governantes ações rápidas e imediatas para o controle da violência é quase impossível. Isto porque para resolver o problema da violência é preciso projetos a longo prazo de desenvolvimento social (isto significa investimentos em saúde, saneamento, e principalmente em educação) para que a questão da violência seja de fato solucionada de uma vez por todas.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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