Sem Titulo 31/8/2006-2:21

Há 3 semanas atrás, começamos nossa jornada no campeonato de futebol dos funcionários da Fidelity com o Poropopó, um time formado por funcionários da operação e do helpdesk da Corifeu. E a estréia foi empolgante. Vencemos a equipe do PS Centro, que foi a terceira colocada do campeonato do ano anterior por 9 a 6. Foi uma tarde perfeita, o time jogou bem, estavam todos inspirados e motivados e jogávamos como uma perfeita equipe. Talvez isso fez com que fossemos para o jogo seguinte, sábado passado, com excesso de confiança e quanto mais alto está, mais alto é a queda.Esse jogo foi parada dura e até começamos bem, mas o time adversário virou o jogo e caimos na provocação deles. Foi o erro mortal. Perdemos o controle e tomamos um gol atrás do outro. Bateu o desânimo e em mim, o desespero, pois queria entrar no jogo e querer tentar mudar aquela situação, com o time inteiro cansado e desmotivado pela derrota. Era o segundo tempo. Estava sentado no banco de reservas, aflito. O jogador do time adversário avançava livre para fazer mais um gol. Ao passar por mim, não pensei duas vezes, levantei meu pé direito e ele ao chutar meu pé tropeçou e caiu. Estaria armada a confusão. O jogo parou e eu não disse uma palavra. Quase apanhei. O jogo seguiu mas não queria mais continuar naquele calvário. Antes de terminar o jogo, peguei meus pertences e saí do campo, desolado. Do lado de fora, acompanhava o término da partida e enfuriecido me lamentava pelo lamentável erro. Virei motivo de chacota. Nunca ninguém tinha feito uma falta sem entrar no jogo, como o fiz. Após o jogo, fui ao vestiário do time adversário, temendo o pior. Parabenizei a equipe pela vitória ante nosso time e pedi desculpas pelo ocorrido. Desculpas aceitas e um elogio pela atitude de reconhecer o erro e se retratar e um conselho de não cometer o erro novamente, pois poderia sofrer sérias conseqüencias por isso. Foi terrível. Me senti um inutil.Mas bola pra frente. O campeonato (e a vida) continua…

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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