17:00 – Tempo esgotado! Acabou a eleição.Ufa! Que dia! Ser fiscal de partido não é fácil. Também pudera, muita caminhada, conversa e paciência. Mais de 10 horas de maratona política e para enfrentá-la, é preciso muito bom-humor, compreensão e simpatia.Comigo não foi diferente. Cumprimentava os funcionários, mesários e também os colegas fiscais, inclusive os de outros partidos. Falavamos dos mais diversos assunstos, desde a queda do avião da gol até o movimento da votação. E é claro, o assunto principal das conversas era sobre política. Falavamos sobre muita coisa, desde a possibilidade de segundo turno para presidente, ao desempenho pífio do Quercia. Ouvia muitas queixas de eleitores pela demora nas filas. Aliás, as filas eram tão grandes que havia uma fila para entrar em outra em algumas seções eleitorais. Mas o balanço final foi muito positivo. Tudo tranquilo, nenhum incidente, quase nada de boca de urna. Um dia eleitoral quase perfeito. Quase porque uma urna eletrônica deu pane e teve de ser substituida e nisso houve atraso de quase 2 horas. Uma enorme fila se extendeu naquela seção e para ajudar, eu explicava a situação para as pessoas na fila e tranquilizava os eleitores, mas a situação se normalizou poucas horas depois.Para quem não sabe, o fiscal de partido é uma figura importante no processo eleitoral. A ele corresponde verificar e denunciar falhas no processo eleitoral que podem favorecer um ou outro candidato. E a minha avaliação pessoal é positiva quanto ao meu trabalho, pois acredito que desempenhei bem a minha função.Cheguei na escola por volta de 06:40 da manhã. Outros fiscais do meu partido já estavam presentes, mas a coordenadora da Zona Eleitoral não havia chegado. Isto foi ficando preocupante quando a maioria dos mesários já estavam na escola fazendo os últimos preparativos para dar início a votação. Finalmente às sete horas, a coordenadora chegou. Distribuiu as pastas, camisetas e crachás e conferiu os presentes. Tinha gente faltando. Entretanto, me indicaram uma seção eleitoral para que eu tomasse conta. No meu partido é assim. Cada fiscal cuida de uma seção. Mas tem partidos menores que um fiscal cuida de uma, duas ou até de todas as seções de uma mesma escola. Trabalho duro. Mas quando cheguei já deixaram tudo pronto. Mesmo assim cumprimentei os mesários, inclusive um amigo meu que estava trabalhando lá, e assinei a Zerézima. Zerézima é um boletim de urna que é feito quando esta é aberta para votação que mostra que não existe nenhuma fraude e que todos os candidatos estão constando na urna e sem nenhum voto. É lógico que assinei a zerézima após conferir a lista inteira. E depois disso foi aberta a votação, pontualmente às 08 da manhã. Durante as nove horas de votação, fiz um lanche e até uma pausa para o almoço. Aproveitei para fazer uma planilha para passar os votos do candidato a deputado defendido pelo nosso grupo, para facilitar o meu trabalho. E realmente ajudou. Quase 5 da tarde. A escola estava quase vazia mas não aredamos o pé. Assinei a ata da sessão em que estava cuidando, e os mesários começaram os procedimentos para encerrar a votação. Fecharam a urna e os boletins de urna são impressos em cinco vias. E eu assinei todas as vias. Pedi uma das cópias do boletim para preencher a ficha fornecida pelo partido. Por mais que pareça desnecessário, sempre é feita, com base nos boletins de urna, uma apuração paralela da eleição. E não foi só isso. Peguei todos os resultados de todas as urnas do deputado federal. Passei a ficha da minha seção para a coordenadora e passei a quantidade para o comitê por telefone. Missão cumprida! Hora de ir pra casa.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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