Catstrofe Metroviria I

Sexta-feira passada, 12 de janeiro de 2007, corroreu o pior acidente em quase 39 anos de construções metroviárias no país. Uma cratera de mais de 85 metros de diâmetro se abriu onde deveria funcionar, em dezembro do ano que vem, a estação Pinheiros da linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo. Esta cratera, enguliu carros, casas, caminhões, uma van com passageiros (o caso mais grave) e alguns pedretres. Dois corpos foram identificados até agora, apenas um deles, resgatado. Há mais pessoas soterradas alí, mas a chance de serem resgatadas vivas são remotíssimas. O acidente provocou ainda transtornos no trânsito, já que é próxima a uma das mais importantes vias de acesso da cidade, a marginal do Rio Pinheiros. E como não poderia deixar de ser, esse acidente gerou uma enorme discussão a respeito das obras do metrô, em andamento, por conta de quecausas do acidente poderiam evidenciar uma falha de projeto. E por isso há um jogo de empurra entre as autoridades responsáveis (Metrô e Governo do estado e o consórcio que cuida da construção da obra), sobre as responsabilidades deste desatre.Na minha modesta opinião, fica a outorga de vocês, leitores, concordar ou não, houve sim, uma enorme falha de projeto, já que subestimaram o solo da região do rio Pinheiros, que antes era pantanoso e arenoso, por conta do leito do rio, e repleto de lençóis freaticos, o que o deixam ainda mais perigoso para esse tipo de obra. Cogitou-se fazer a linha amarela elevada, como a região norte da linha azul, mas acretitou-se que o projeto traria um outro horrível e enorme minhocão à cidade. Mas a idéia que seria a mais correta é de que, apenas a região de Pinheiros fosse elevada e o restante da obra, fosse subterrâneo. Outra falha está na região da Av. Consolação e Rebouças, onde registraram rachaduras nas casas onde ocorreram as obras. O metodo construtivo conhecido como NATM (New Austrian Tunneling Method), o qual se usam explosões para cavar os túneis é inadequado para a região, pois por ser uma região bastante povoada e de alto fluxo de pessoas, esse método causaria problemas, como veio a ocorrer. Deveria-se utilizar Shield (o tatuzão, como chamam por aqui), que não foi utilizado pois é um método construtivo mais caro e deveria ser encomendado com dois anos de antecedência.De fato, a conclusão que se tira é que esse acidente é conseqüência de um dos maiores erros de engenharia da história do metrô em São Paulo, e no Brasil.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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