Dia Dos Namorados

Doze de junho de dois mil e sete. As ruas cheias de paixão espalhavam casais de namorados com presentes nas mãos: eram buquês e botões de rosas nas mãos das mais lindas mulheres acompanhadas de homens tão belos quanto o amor que elas tinham por eles. Nos ônibus, no metrô e nas calçadas das ruas de São Paulo, demonstrações públicas de carinho e afeto de casais apaixonados eram facilmente visíveis, beijos ardentes davam um tom romântico àquela noite agradável de terça-feira.Estava no ônibus, a caminho do trabalho, quanto o meu celular toca.- Alô?- Oi! Estou com saudades!- Eu também. Onde você está?- Estou chegando em casa, e você?- Estou indo trabalhar.- Onde você trabalha?- No Butantã. -Sério? Sabe que eu moro perto, né? Que rua é o seu serviço?Passei todas as coordenadas do meu trabalho, e me disse que teria uma surpresa, encerrando a ligação em seguida. De fato, fiquei. Afinal, nos conhecemos há apenas algumas semanas, e o relacionamento ainda estava em suas preliminares, não passava de um affair.Finalmente, cheguei ao meu trabalho, mas não vi ninguém. Meio desapontado, entrei na empresa. Vinte minutos se passaram e o celular toca novamente.- Alô?- Pode sair? Estou em frente ao seu trabalho.- Posso sim. Espere um pouco.Pedi licença e encontrei, me esperando. Escondia alguma coisa de mim em suas costas. Aproximei e disse:- Oi, que bom que você veio…Me interrompeu me abraçando e calando minha voz com um longo e carinhoso beijo. Lágrimas caíam dos meus olhos, pois vi que em suas mãos, se escondia um botão de rosas.- O que houve? – perguntou-me- Nunca senti isso antes. Agora sei o que sinto por você de verdade. Eu te amo.Naquele momento, o mundo havia parado. Nada mais importava naquele momento a não ser agarrar firmemente meu amor e beijar-lhe longamente.Quando me dei por mim, estava no ônibus ainda, e nada disso tinha ocorrido. Não havia amor nenhum e estava só. Lágrimas esboçavam rolar de meus olhos, e a vida se tornara cinzenta. Doze de junho de dois mil e sete. Lembrei da música do Djavan: ?Um dia triste, toda fragilidade incide, o pensamento há em você, o mundo me divide…?

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s