Analisando o sistema de recepção PAL-M (o sistema de recepção em cores para televisão adotado pelo Brasil em 1973) vimos algo que por razões técnicas (sendo a principal delas a freqüência da rede elétrica brasileira que é de 60 hz, ao contrário dos países vizinhos que é de 50 hz) acabou por produzir, sem querer, uma tecnologia de televisão de alta qualidade, pois reunia o melhor dos dois universos: a forma de processamento e transmissão das informações de cor do Sistema Pal europeu, com a taxa de atualização de quadros por segundo do sistema NTSC americano, chegando a ser similar ao PAL-60 (chamado de pseudo-PAL, pois permitia somente que vídeos em NTSC, pudessem ser exibidos em equipamentos PAL). Em termos de qualidade e definição de imagem, a televisão brasileira está na dianteira e consegue até ser superior à qualidade de TV americana, mesmo com os avanços de controle de matiz do sistema NTSC, tornando tecnicamente o PAL-M, como o melhor sistema de recepção analógica em cores atualmente. Porém, já é sabido de todos que a TV analógica no país começa a se despedir de nossos lares, e isto já está para começar em São Paulo, no dia 02 de dezembro. E mais uma vez, o Brasil caminha para a vanguarda em televisão, mesmo que sem querer. O Sistema ISDB (International System for Digital Broadcast), de origem japonesa foi o sistema escolhido, pois segundo as justificas técnicas, era o mais adequado para a realidade brasileira e também era compatível para celulares e dispositivos móveis (a realidade é outra que em breve explicarei), mas com as tecnicas de compressão de áudio e vídeo mais avançadas que o padrão japonês (os codecs a serem utilizados são o AAC para áudio e MPEG-4 para vídeo). O sistema brasileiro inclusive foi rebatizado para se tornar for export: de SBTVD-T (Sistema Brasileiro de TeleVisão Digital – Terrestre) para ISDTV (International System for Digital TV). Tanto é que as chances de acontecer o que acontecer com o padrão PAL-M (se resumir a apenas dois outros países nanicos a adotar o padrão) são pequenas, visto que outros países comaçam a ver o novo padrão de TV Digital made in Brazil com bons olhos.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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