(-313): A transformação passa pela disciplina

Você já deve ter ouvido falar de alguma história parecida com essa: um homem que vivia uma vida marginal se converte em uma pessoa religiosa, deixando uma vida de vícios e crimes para trás. Não faltam exemplos de pessoas que mudaram de vida completamente ao nosso redor. Mas, por mais que se argumentem contra, o que faz a pessoa transformar completamente seu comportamento e sua vida é a auto-disciplina para a conquista de uma meta. É observável que o ponto de partida de uma vida auto-disciplinada é geralmente um fator externo, de impacto emocional muito forte, que faz a pessoa ter a consciência de que seu modo de viver esta moralmente errado e que precisa mudar radicalmente. Isto tem muito a ver com a auto-estima. Geralmente os fatores externos que nos impactam emocionalmente, são os que afetam profundamente nossa auto-estima. A perda de um ente querido, uma desilusão amorosa, um fracasso profissional, pressões e críticas, costumam mexer com os nossos brios e dependendo do domínio que temos de nosso caráter, afetam diretamente sobre nossa auto-estima. As pessoas naturalmente tendem a reagir a essas situações de diversas formas, mas isso depende, e muito, da formação familiar, social, moral, e sobretudo emocional do indivíduo. A mudança de comportamento e postura é uma das respostas a essas situações, que seja de forma consciente ou não, nos subentendem que as causas, ou a busca delas, estão em nós mesmos. É como se quiséssemos encontrar em nós mesmos as respostas para nossos problemas. Mas nem sempre as respostas estão lá, e corremos o risco de nos auto-flagelar, em vez de nos auto-disciplinar, nos responsabilizando por falhas que não são nossas. A auto-flagelação é o efeito negativo da auto-disciplona e indica uma auto-estima muito baixa, além de um auto-conceito deturpado, diferente da realidade e quase sempre em uma versão mais crítica e pessimista. Para evitar a auto-flagelação é preciso desenvolver o auto-conceito e a auto-crítica, sabendo distinguir as críticas construtivas e as destrutivas. É preciso criar um conceito real de você mesmo, considerando de forma crítica e realista suas virtudes e defeitos. Também é preciso acreditar nas suas possibilidades de superação. Num primiero momento, elas tendem a ser limitadas, mas de forma progressiva, com a prática e a persistência no foco em alcançar o objetivo planejado, tendem a se expandir juntamente com a auto-estima.

A auto-disciplina é uma faca de dois gumes e deve ser feita com absoluto controle e de forma moderada, pois um erro nas medidas podem impedir que os objetivos sejam alcançados, e que se comprometa ainda mais a sua auto-estima. Por isso, traçar metas e objetivos e se planejar para isso é o caminho para tornar a auto-disciplina um exercício de transformação progressiva e permanente, com a aquisição de bons hábitos  e o abandono de atos prejudiciais à sua vida. Para isso coloque no papel as metas que deseja atingir e o tempo que julga necessário para atingí-las. O tempo é algo importante, pois não pode ser curto demais, para não forçar uma auto-flagelação, nem longo demais para não parecer intangível. Agende ações para alcançar tais metas, por exemplo, se você pretende perder peso, marque um momento de caminhada, e aos poucos, vá agregando mais dificuldades aos exercícios que está executando até atingir a meta. Ou ainda, se possui dívidas, procure resolver com os credores um a um, de acordo com a urgência e a dificuldade em quitar a dívida. Nunca queire abraçar o mundo ou esperar resultados imediatos, eles naturalmente virão e você somente se dará conta deles quando os tiver alcançado. Também é preciso se policiar para não evitar retrocessos, no exemplo da perda de peso é preciso passar a se alimentar com maior controle e no exemplo das dívidas é preciso evitar contrair mais dívidas, cortar gastos e evitar despesas desnecessárias.

Assim sendo, a auto-disciplina provê a aquisição, de forma gradual e controlada de novos hábitos, que visam a mudança definitiva do modo de vida de um indivíduo. Essa é a base teórica de meu experimento.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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