(-239) A morte da vaquinha

Ouvi sexta-feira passada uma divina, e talvez profética parábola, a qual me identifiquei bastante e vou contar a vocês. Falava da história de um caipira que morava em um humilde roçado com sua mulher, filhos e uma vaquinha que era o sustento da família. Certo dia, os amigos do caipira vieram lhe dar uma triste notícia: de que a vaquinha havia morrido. A princípio, o caipira se viu sem saída: como sustentar a família se a única fonte de sustento, a vaquinha, não existia mais? Então o caipira, com a ajuda da família, começou a plantar verduras e legumes para dar de comer aos filhos. E começou tambem a plantar algodão para dar de vestir a seus entes queridos, já que sua esposa sabia tecer e costurar. As plantações começaram a prosperar e o que era para ser uma produção de simples subsistência passou a se tornar um lucrativo negócio e o pobre caipira tornou-se um rico fazendeiro. E, ironicamente, ele agradece a Deus pela morte da vaquinha, pois se não fosse por isso, certamente nunca teria enriquecido.
Por muitas vezes em nossas vidas nos acomodamos em determinadas situações que nos colocam em uma espécie de ‘zona de conforto’, onde julgamos estarmos satisfeitos com a situação em que vivemos. Mas quando essa situação é radicalmente modificada, o conformismo cede lugar à perseverança, revertendo as situações mais adversas e difíceis. E digo isso por experiência própria, com a absoluta certeza de que a minha zona de conforto está se desfazendo e um ciclo está chegando ao fim. Minha vaquinha está na UTI e pode morrer a qualquer momento.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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