(?) Muitos dias se passam, a vida continua (filosofando)

Hoje já se passaram quase (ou mais de) 100 dias desde o décimo-milésimo. A situação continua estável, por hora, mas mudanças significativas começam a ocorrer. Pra começar, estou em uma correria danada por causa da faculdade. Como alguns dos nossos leitores já sabem, agora sou um aluno da Fatec, um privilégio que finalmente consegui alcançar depois de 4 tentativas em 7 anos. Mas percebi que não é nenhum pouco fácil cursar faculdade pública, principalmente quando se tem uma jornada de trabalho a fazer. Apesar de tudo ainda estou sendo ajudado pelo meu coordenador, o que ele deve ter visto que ainda seria muito útil na Microcamp. O único problema de lá é a burocracia e a filosofia de trabalho da escola. Mas isso é problema de comando, mas de comando geral. Enquanto o dono da rede tiver uma mentalidade atrasada, a escola sempre ficará defasada e dependente do talento dos professores. E, modéstia a parte, São Caetano do Sul tem a melhor equipe de professores, só precisava ter uma escola que lhe desse o suporte adequado a somente se dedicar às aulas.

O pior é que essa mentalidade atrasada dos executivos e empresários é fato corrente no empresariado brasileiro que é burocrata e arcaico. Eles acreditam que o lucro a qualquer custo é a chave do sucesso, uma tolice sem tamanho. Esquecem que a educação do Brasileiro evoluiu, que a sociedade está mudando e que não se aceita mais qualquer coisa, querem qualidade. Essas empresas estão fadadas a morrer. E essa é a minha torcida. Pois o velho deve ceder lugar ao novo. O novo conceito de pessoas que trabalham em prol umas das outras. Não seria esse o sonho do socialismo? E o lucro seria não o objetivo, e sim a consequência de um trabalho bem feito. Não seria esse o paradigma capitalista? Conclui-se que competição com integração é possível. Todos podem vencer nesta batalha, salvando-se todos, entre mortos e feridos.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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