Temer E Vencer: O Paradoxo Do Fatalismo

Muitos de nós aguardamos o momento de dar uma guinada em nossas vidas. Seja na profissão, na família, ou em outras ocasiões, sempre procuramos aguardar que uma força exterior propicie um momento favorável. Quando esta força não vem, surge o descontentamento e a sensação de ser desprovido de sorte, uma vez que são poucos os escolhidos a receber uma certa “dádiva”. Por outro lado, quando uma ocasião nos ameaça de alguma forma, temos sensações e atitudes semelhantes, pois de certa forma, esperamos que uma conjunção de evidências negativas não se configurem em um fracasso.

Nossa sociedade está envolta a um exagerado fatalismo, o qual entendemos por não termos nenhuma parcela de responsabilidade pelas ações em que somos alvo, e sim a circunstâncias externas e alheias a nosso inuito. Este pensamento é ufanista e preguiçoso, pois impõe a nós uma atitude passiva ou reativa a uma determinada situação, quando deveria ser uma atitude ativa, de assumir o controle da situação.

Parte desta cultura fatalista se deve a nossas origens lusitanas, regidas firmemente pela doutrina católica, que prega a vinda de um messias, disposto a responder por nossos anseios e salvarnos de todos os males. Trata-se de uma forma de poder e dominação pois mantem uma massa, geralmente de pouca instrução racional e cultural, sob controle por meio de uma cultura de alienação, o que faz que um indivíduo temer uma possível “punição”, por agir em causa própria. Com isso, também surgiu um sentimento de dependência permanente, que é um desejo frustrado, pela ausência de elementos que quebrem essa cadeia, já que dependem de uma liderança que é punida por uma cultura que não admite líderes. Por fim, tem se o conformismo, que é a o elemento que sela esta cultura fatalista, já que mesmo com a sitação indesejada, tem-se a precepção de esta ser imutável.

O fatalismo e o conformismo são elementos em nossa sociedade que precisam ser extirpados, por representarem a causa de muitos dos males sociais. Uma atitude ativa inverte as polaridades do poder, fazendo com que dominados se tornem dominantes, e assim, transformem nosso país, naquilo que almejamos.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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