A Verdade

Muito se discute em torno da verdade. Muitas vezes entendida como fato supremo ao qual não há contestação. Temos ao nosso redor diversas verdades, muitas delas cruéis às ideologias, muitas delas exclusivas a determinados grupos. Mas a verdade é suprema, é absoluta, é irrevogável. Todos nós somos sensíveis à verdade. Pois ela e justa e primordial, para termos um norte, uma orientação e um caminho a seguir.

Porém muitas pessoas se dizem donas da verdade, o que é impróprio, pois esta deixa de ser verdade e se torna mentira, pois é manipulada de modo a defender que se apropriam dela ou contestar aqueles que se opõem a seus interesses. Cortam-se termos, mutilam-na, tornando-as meias-verdades. A verdade é abrangente a ponto de se não se ater a uma palavra ou uma frase, mas ser profunda e abrangente como uma biblioteca de livros.

A interpretação da verdade é algo absoluto. Pois o que faz a uma proposição ser crível ou aceitável é à base de conhecimento e sabedoria de quem a analisa. Neste aspecto, o debate se faz necessário para que das conclusões obtidas, se tenha uma verdade.Mas por mais que uma proposição seja discutida, sempre haverá uma opinião dissonante. Assim, nunca teríamos de fato a verdade, pois esta é absoluta. O que temos de fato são idéias que são críveis e aceitas pela maioria das pessoas, o que podemos convencionar que são verdades.

Todos nós temos uma base de conhecimento e sabedoria. Ora obtida de forma testemunhal ou experimental, nosso conhecimento está intimamente ligado ao universo que nos rodeia. Isto nos faz seres sapientes e que exercitam permanentemente o ato de aprender.

Não podemos julgar uma verdade absoluta. Pois o universo que um indivíduo obteve difere do universo de outro. Assim temos um impasse. Pois um consenso de verdade sempre será contestado por uma voz dissonante, e isto faz com que inexista a verdade.

Este consenso somente existirá quando o exercício de aprender deixe de ser uma ação incremental, para uma ação racional de avaliação, crítica, substituição de valores incompatíveis com normas até então aceitas, para ceder lugar a novos valores universais e que permitam a aceitação de todos. O grande impasse desta nova verdade são os donos nas velhas verdades que já não servem a uma sociedade tão plural e tão heterogenia. É preciso consolidar novos valores e princípios que atendam aos requisitos de respeito ao próximo e suas individualidades, harmonia, respeito à vida e à sociedade. E isto é um choque para diversos grupos hegemônicos, pois fomenta o estabelecimento de uma nova ordem auto-gestora, onde os Homens seriam livres e não dependeriam de Hierarquias para que sejam definidos seus papéis na sociedade. Isto reduziria a concentração de poder e influência e permitiria uma redução de conflitos, pois o poder seria igual para todos. É evidente que a figura do líder ainda existiria, mas como um mediador, cuja função é mostrar um conjunto de caminhos viáveis a seguir.

Assim, chegamos à conclusão de que a verdade é fruto do diálogo franco e aberto, criador de valores universais e excluído de valores que atendam a interesses de alguns, privilegiando e segregando pessoas. Pois a verdade, reitero, é universal e irrevogável.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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