Deixe estar

É impossível viver uma vida monocromática. Passagens repetitivas ou sem perspectivas de grandes reviravoltas tornam a vida assim, monotônica. Por mais que seja dura ou triste, ou alegre e intensa, vemos tudo o que passam por nossas memórias emotivas, seja de forma atuante ou testemunhal, sobre nossa própria métrica pessoal. Nosso caráter é o nosso parâmetro, nossa régua para medir a realidade que nos cerca. E por mais conhecimento que se possa ter na vida, essa métrica é única, pois as impressões que temos sobre nossas experiências também são únicas.

Viver sozinho ou acompanhado, pode ser irrelevante em um dado momento, mas não deve ser posto como regra. Ninguém é uma ilha e o isolamento é uma terrível armadilha que nos leva a loucura. Temos a volta pessoas, que interagem de formas diferentes, mas sempre com o intuito de efetuar trocas que lhe satisfaçam de alguma forma. Tudo isto forma um equilíbrio dinâmico, pois se adapta às instabilidades de um dado espaço-tempo e sob uma dada circunstância.

Se por um lado ninguém pode ser considerada uma ilha, por outro as pessoas acabam se tornando também reféns de uma vida social. Muitas delas se abdicam de suas próprias opiniões para atender aos anseios de um grupo, para que este indivíduo se identifique e passe a ser parte dele. Porém vê-se claramente que as pessoas dão uma importância muito grande à opinião alheia, fazendo com que esta suplante a opinião própria. Isto é um erro, se a opinião própria é totalmente desprezada em um julgamento pessoal de atos e comportamentos. Do contrário, uma pessoa que se atenta somente a seus conceitos se torta alienada e marginal. Deve-se portanto, estabelecer um equilíbrio de forças entre opinião própria e a influência da opinião alheia nas próprias decisões.

Evidente que surgirão conflitos, mas s prioridade deve ser a sua opinião e seu gosto pessoal, pois sua identidade de caráter deve ser preservada. Se não concordarem contigo, deixe estar. E siga em frente.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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