Resposta ao vídeo do Sr. Mascarado Polêmico.

Sr. Mascarado Polêmico.

Assisti o seu vídeo sobre a homofobia e em muitos pontos você tem razão. Andam glamurizando a homossexualidade (e não homossexualismo como consta em seu vídeo) e infelizmente nota-se um destaque somente ao sexo do que aos direitos que a comunidade LGBT pleiteia. O respeito à opinião é sagrado e sua opinião é pautada em bons argumentos, porém cabe aqui uma crítica construtiva, pois alguns de seus importantes argumentos caem no erro da falácia alimentada pela manipulação dos fatos, algo que você tanto criticou, e acabou se contradizendo.

Na minha opinião, também acho que em vez de dinheiro público ir a uma parada gay, deveria sim ir para educação, saúde, segurança. Porém a atitude pública da parada é a mesma praticada no carnaval: dá-se instrumentos de prevenção de DST’s. O gel entra na jogada, pois em uma relação com coito anal, não há nenhum tipo de lubrificação, diferente de uma relação sexual com coito vaginal, onde a mulher naturalmente irriga o duto vaginal com um fluído. Há um risco quando não há esse tipo de lubrificação no sexo anal: o primeiro é de a camisinha se romper durante a relação e o segundo de que quando há sexo sem proteção, a fricção gere ferimentos e estes sejam porta de entrada de infecções e DST’s.

Claro que critico alguns pontos da Parada Gay, mas esta manifestação é legítima. O grande mal é que as pessoas desconhecem a realidade LGBT e isto é uma barreira para que se estabeleça uma relação de respeito. Fui na última parada e o que vi é bem diferente do que costumam relatar. Existem muitos que estão a fim de pegação e sexo fácil, mas esse público é uma minoria. A grande maioria do público presente na parada são de casais homossexuais e heterossexuais que vão em busca de paqueras, música e bebida. Quantas vezes vi grupos de homens tentando de forma idiota paquerar uma garota na parada, às vezes de forma rude e desrespeitosa?

Vivemos hoje em um mundo sexista. Tudo parece ser movido a sexo, o que é uma grande mentira. O que ocorre nas danceterias GLBT é o mesmo que ocorre nas danceterias hetero, mas sem o pudor hipócrita que circunda o sexo heterossexual. Basta comparar, e vemos que não existe diferença, do ponto de vista afetivo, entre uma relação heterossexual e uma relação homossexual. Da mesma forma, não podemos insinuar que todo homossexual é viciado em sexo ou pedófilo, ou ainda um pervertido sexual. As patologias psicológicas ligadas ao sexo não possuem vínculo em maior ou menor grau à sua sexualidade. Podem ser observadas mais em sexo gay devido ao fator de a homossexualidade ainda ser vista como aberração por boa parte da sociedade, sobretudo os mais conservadores e moralistas, sendo um sentimento violentamente reprimido e às vezes transformada em uma psicose.

A orientação sexual (e não opção sexual, conforme você diz no vídeo), não é algo que se deve exteriorizar escandalosamente. Sabemos que algumas pessoas agem assim, mas não é regra. A grande maioria dos gays e lésbicas, tem uma vida e comportamento normais perante a sociedade somente distinguindo da maioria da população em suas relações afetivas.

O ponto a ser observado é que o respeito, conforme você mesmo diz, se conquista. Mas a conquista do respeito não passa também pela quebra dos preconceitos e da busca pela verdadeira verdade?

É importantíssimo falar o que pensamos. Vivemos em uma sociedade democrática e livre em que o debate é o seu exercício mais sublime. Mas é importante se pautar em argumentos que não ferem ou estimulem pensamentos e atitudes que destruam o respeito e a liberdade. Pois antes de ser livre o homem precisa saber respeitar o próximo.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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