Estação Paulista: “bunitinha”, mas ordinária

A estação Paulista é um exemplo de desorganização e desrespeito ao cidadão, com mal uso do dinheiro público.

Ontem, 9 da manhã, ao ir para a faculdade pela linha 4 amarela do metrô de São Paulo, pude notar uma grande desorganização a ponto de haver um congestionamento de pessoas, na única conexão entre as estações Consolação e Paulista.

Nota-se que por haver uma única conexão, é invevitável, nos horários de pico não haver esse tipo de inconveniente, mas isso poderia ser previsto na construção da obra. Poderia haver mais de uma conexão entre as estações melhorando assim o fluxo de passageiros entre os acessos à estações.

Mesmo a linha 4 ter sido cosntruída como uma parceria público-privada, os subsídios e o uso dos recursos públicos para viabilizar a obra custaram dinheiro público. E o mal uso desses recursos prejudiuca duplamente o cidadão, pois esse recurso poderia ser usado em algo mais importante, ou mesmo de melhor qualidade.

O grande problema do metrô paulista é a grande demanda que não é capaz de comportar. São Paulo é uma cidade muito grande e a malha metroviária não serve a todos os cantos da cidade. Isso torna a linha saturada, com poucas alternativas de viagem e muito sufoco nos horários de pico. E estações que não estão preparadas para esse fluxo, com poucas conexões, ou ligações longas demais. Leva-se, por exemplo, cerca de 5 minutos em passo apressado, para sair da plataforma da estação Pinheiros na linha 4 amarela, para chegar à plataforma da mesma estação, na linha 9 da CPTM. Em nenhuma obra, observou-se medidas que simplifiquem ou facilitem a utilização do usuário, mais para padrões estéticos ou de menor custo.

Por essas e outras, que muita gente vai preferir ir e vir de carro por São Paulo.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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