O anti-clímax

A economia mundial está à beira de um ataque de nervos. A crise grega abre precedente para uma nova grande depressão mundial. O primeiro-ministro grego chegou a anunciar um referendo para que os gregos escolham se querem ou não continuar na zona do euro, mas… refugou. O medo de sair da eurozona com uma mão na frente, outra atrás, pesou. E esse anti-clímax se dá hoje pois a Europa criou um mercado, criou uma moeda, mas não criou padrões de ajustes fiscais mais claros, detalhados e rígidos a seus países-membros. Isso permitiu o descontrole do gasto público, elevado endividamento e risco de quebradeira e calote, exemplo que vemos na Grécia.

O mal maior dessa crise, em que vemos os mercados em franca turbulência, existe devido a questões estatutárias e culturais de cada país. Enquanto o alemão se aposenta aos 75 anos, o grego se aposenta aos sessenta, fazendo que o alemão também pague a aposentadoria do grego. Há também um funcionalismo público muito grande na Grécia, tornando o estado muito caro. Essa gastança exige dinheiro, que os gregos pediram emprestado e agora não podem mais pagar. A crise grega é fruto da tentativa frustrada de unificar economias nacionais, mas sem observar as particularidades econômicas de cada nação europeia. Para que uma economia seja plenamente conduzida é preciso padrões de conformidade comuns entre todos os locais influenciados por essa condução. E esse padrão gera uma relação paradoxal, pois é fundamental a sua existência, mas prejudica a todos que defendem privilégios, pois coloca todos em um mesmo patamar de direitos e deveres.O desafio agora é corrigir as falhas e estabelecer esses padrões mesmo a contra-gosto de muitos países.

Privilégio é um termo próprio do capitalismo. Quando é necessário um movimento de unificar entidades, podem ocorrer três possibilidades: mescla, imposição ou ruptura/ conflito. Ao criar a União europeia, certamente o intuito foi de mescla, mas a falta de imposição de uma unidade, está provocando esses conflitos. O mercado comum é uma forma de salvar o capitalismo com a conjunção de forças, mas vemos que este movimento evidencia a falência deste sistema, pois o acúmulo de capital fortalece um pequeno grupo de privilegiados sob o preço de prejudicar um grande grupo de pessoas.

Assim conclui-se: é preciso mudar os rumos da humanidade.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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