Onde estou?

Meu primeiro grande amor nem sei onde está, se escafedeu, se foi, sumiu, nunca mais vi. Foi meu primeiro beijo, minha primeira transa, estava aprendendo a amar, mesmo que de forma estranha e inconstante, com idas e vindas, tapas e beijos.

Depois vivi um amor adolescente, com beijos agudos e mão boba. Mas era relação de intesesse, pois queria minhas posses em vez de meu carinho. Foi-se mentiras, provocações e uma sentença: acaba aqui. Cada um pro seu canto, cada um pra sua vida.

Outro amor veio, mas repentinamente se foi, arrumou um novo amor, viaja pelo mundo, vive feliz em festas e mais viagens, passou rápido como o tempo, e foi marcante como uma boa lembrança.

Novo amor surgiu, me impressionou por sua avidez, e por me amar demais. Me senti sufocado, porém retribuía aquele amor. Mas o cansaço de rotinas de final de semana veio a corroer aquele amor com xingamentos de parte a parte e feridas abertas, até que este amor se foi, nem deu notícias, se findou.

Uma tarde apenas foi o suficiente para um amor que parecia se corresponder, se despedaçar em mil pedaços ao longo do tempo. Gosto da sua amizade, não do seu amor, foi a declaração mais dura que ouvi de alguém que ama em segredo. Todas as minhas investidas foram inúteis. Todas aquelas declarações de que eu iria mudar só para ter esse amor foram em vão. Hoje é uma outra pessoa, mudou demais, até de vida. E eu fiquei parado, esperando, em vão.

O coração voltara a pulsar. Um novo amor de repente, algo explosivo e intenso, mas que acabou como fogo de palha. De ligações ao telefone horas a fio, foi-se um tempo depois sumiu, nem deu notícias, deve ter desistido de alguém tão distante como eu fui. Eu devo ser muito tonto de plantar um amor e não regar, não cultivar com afeto. O amor é uma flor tão frágil, que logo morre ao primeiro sinal de abandono.

Hoje namoro a distância. Bits e bytes de palavras doces viajam no espaço cibernético, e desejo ardentemente que floresça, que algo aconteça para que meu coração de ternura se aqueça em uma viagem alucinante chamada amor. O medo de ficar só me apavora e eu me desespero… Uma voz feminina canta uma canção e fico pensando se estou amando mais uma vez, em vão.

Não sei o que sinto, não sei o que faço. Estou sozinho, em meu quarto, em um incompreensível e contido lamento. Estou zonzo, me pergunto: “Onde estou?”

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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