Sejamos todos meios, e não fins

Política não é uma coisa que se faz de dentro para fora, é de fora para dentro. As ideias não são impostas, são expostas, discutidas e aprimoradas. Não se pode ser uma questão de mera transmissão de uma pessoa ou um grupo para uma coletividade, é uma criação coletiva, movida por desejos e sentimentos comuns, que exploram e ultrapassam as barreiras do ego.

Quem quer fazer política deve entender que não deve ser o fim e sim o meio, deve agir e pensar de fora altruísta, deve entender o mundo que o rodeia e trazer esse mundo como fonte de inspiração para seus atos e palavras. Ele não dita normas, teorias e conceitos, ele os sintetiza da realidade que o cerca.

Esta semana senti na pele a realidade de representar uma coletividade, e buscar traduzir os seus anseios. É uma tarefa árdua e conflitante, pois deve-se garimpar as necessidades próprias de cada indivíduo e consumá-las em um anseio comum, coletivo. E para isso, devemos sempre agir com desapego de ego, de vaidade, com vontade, senso crítico e fé, liberdade, humildade e empatia. Sem isto, nos tornamos falsos, sem valores, hipócritas, sem caráter. Devemos também filtrar aquilo que é fútil, aquilo que não representa anseios comuns, mas benefícios individuais. Em suma, abolir o ego.

Àqueles que pensam que política se faz de dentro para fora, um aviso. A surdez de suas convicções e a cegueira de suas vaidades os corrompem, e os levarão à ruína. Pois a verdade daquilo que se crê salta aos olhos, mas só é decifrada por quem vê a verdade sobre todos os olhos, sobre todas as formas de ver o mundo.

Aos hipócritas que desfilam seus venenos, com críticas infundadas, acusações falsas e ações injustificáveis, mas reagem de forma igual, quando se invertem os papeis, meu lamento, pois se entende que o fazem não é por benefício mútuo, mas benefício próprio. Ambição, poder e influência são os anseios menos importantes de líderes legítimos, pois sabem que as ações não se originam deles, apenas passam por eles. E são estes, os legítimos líderes, condutores da mudança e do triunfo.

Ao ler palavras infelizes de pessoas sem a visão apropriada para conduzir a mudança, tiro lições de que é verdadeira a afirmativa de que a mente é como um paraquedas: é útil em movimento, quando aberta. E da mesma forma que o paraquedas apara o ar para trazer a pessoa ao chão com segurança, a mente aberta apara as ideias para trazer a luz do entendimento. Não devemos nos permitir que nossas percepções sejam obstruídas pelo preconceito, pela vaidade e pelo egoísmo.

Sejamos todos meios e não fins.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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