Rompendo a barreira do espaço e do tempo

Eu assisti a um vídeo-clipe na internet, que me impressionou por um detalhe mais que formidável: mesmo este clipe sido produzido em 2013, a aparência é que este clipe foi filmado no fim dos anos 70, começo dos anos 80. O clipe a que me refiro é a da música de Bruno Mars, entitulada Treasure.

O trabalho tão bem feito e detalhado da produção do vídeo para que se parecesse antigo: cenários, formato de tela, efeitos visuais (Chroma key e imagens geradas por computador), captura em Video-tape, figurinos. De fato, uma forma de romper com o espaço e o tempo, de modo a fazer crer que Bruno Mars, numa viagem temporal, saltou de 2014 para 1980, ou o contrário.

Romper a barreira do espaço e do tempo não é um privilégio apenas da arte. As ciências humanas e exatas fazem-se uso de baixas tecnologias, ou de antigos métodos para atingir seus objetivos. Tanto para o bem, como, infelizmente, para o mal.

Um exemplo interessante de uso de baixas tecnologias foi a primavera árabe. Foi proibido o acesso a internet para que o movimento se desarticulasse, porém os jovens árabes passaram a se comunicar via SMS, o torpedo.

Um mal que vemos no rompimento da barreira do espaço e do tempo, são os teóricos fundamentalistas conservadores. Coloco nesse balaio, alguns exagerados de esquerda e direita, religiosos, e outros, que acreditam tolamente em suas teorias, estáticas por seus paradigmas, e que acreditam que a sociedade precisa voltar no tempo para seguir seu rumo.

Um exemplo desse rompimento do tempo para o mal, é a sequência de notícias de pessoas, organizadas ou não, para fazer justiça com as próprias mãos. Essa prática data dos tempos antigos, pré-cristãos, e mostra claramente que se essa prática ainda é cogitada, é porque não ensinamos nosso povo suficientemente a prática consolidada da cidadania. Ser cidadão não é fazer o papel do Estado, e sim, acioná-lo, quando preciso.

Podemos reviver boas práticas, que talvez nunca tivéssemos tido, como a convivência familiar, o respeito ao próximo, a defesa de nossos interesses cidadãos, a participação política, o interesse permanente no auto-desenvolvimento pessoal, e por fim, a busca da felicidade. São rompendo essas barreiras que fazemos como o artista: revivemos o bom do passado, para construirmos um bom futuro.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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