Prova dos noves

Considero sempre o evento da Copa do Mundo como uma espécie de “prova dos noves” de otimistas e pessimistas. Ao zapear na web notícias sobre o Jogo entre Brasil e Colômbia, pelas quartas de final leio comentários deste tipo:

Da Colômbia não passa. O Brasil está muito ruim!

O Brasil não vai vencer 🏆 esta copa.

Na sexta o Brasil sai da Copa!

Em contraste com outros comentários do tipo:

O Brasil vai ser campeão! O pior já passou!

A Colômbia é mais fácil que o Chile! Vamos avançar!

Vamos vencer mais uma! Vamos ser hexa!

Esse contraste é interessante. Ao ver um copo com água até a metade, podemos dizer que este copo está meio cheio, ou meio vazio. Nossas experiências, nosso aprendizado, nosso modo de ver e entender o mundo influenciam o nosso nível de otimismo.

Há dois lados nos extremos do otimismo. Otimismo demais leva as pessoas à ilusão, descolamento da realidade e a desilusão, quando a realidade imaginada diverge da realidade real. Pessimismo demais também nos leva a ilusão e descolamento da realidade, mas o pessimismo tem uma tendência de inação e fatalismo. Assim o pessimismo nos amedronta e nos paralisa, enquanto o otimismo nos propõe ação, nos inspira.

O realismo é uma leitura neutra, que se vale de um conjunto de evidências reais para pender ao otimismo ou pessimismo. É o fiel da balança.

O ser humano tem uma fixação pelo futuro, pelo incerto, pelo desconhecido. Especular o que há por vir ainda desperta em nós interesse e curiosidade. Religiões, astrologia, misticismo, ciências, probabilidades e achismos sempre procuraram tentar suprir a lacuna eterna da humanidade em conhecer o incerto.

Por isso não existe verdade mais absoluta que possa confirmar a incerteza e a inquietude que temos diante dela.

O que tem de ser, será.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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