O juramento de Hipócrates

Recentemente, no Rio de Janeiro, e neste último final de semana, em São Paulo, ocorreram dois casos de negligência médica que me deixaram estupefato e indignado, com tamanha falta de consideração com o ser humano. Pessoas agonizaram na porta de hospitais sem atendimento, por estes hospitais serem particulares, e se negarem a atender pois estas pessoas não tinham convênio médico.

Sempre me preocupei com estes casos, que escancaram uma cultura materialista e destrutiva, no tocante da vida profissional das pessoas. Não vejo jovens escolhendo uma profissão que esteja mais alinhada à sua personalidade, e sim, às perspectivas financeiras. E os casos de negligência médica contrapõem os interesses de alguns médicos, com o Juramento de Hipócrates, que o fazem quando se formam.

O Juramento de Hipócrates, prega a caridade e a honestidade na prática da medicina, ou seja, deve-se atender a todos que necessitem de atendimento, tendo recursos financeiros ou não.

Ao negar atendimento, além de escancarar uma postura institucional mercenária, seus profissionais descumprem ao juramento de Hipócrates.

Além disso, quem se disporia a buscar atendimento em um hospital que se importa apenas em ganhar dinheiro de seus pacientes? O efeito na imagem destes hospitais é avassalador.

Voltando a questão da carreira, temos que aprender que o dinheiro não é o objetivo, e sim a consequência de um bom trabalho.

Devemos todos nós rever a forma como encaramos o nosso ofício. Em vez de sermos parasitas dele, devemos colocar a serviço da humanidade.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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