Um belo recado

Terminou agora há pouco a cerimônia de premiação do Oscar. E entre os premiados e indicados ao prêmio ficou um belo recado. Um recado a aqueles presos a paradigmas, que insistem em diferenciar as pessoas pela cor da pele, orientação sexual, nacionalidade ou por ser portador de deficiência.

O grande vencedor do Oscar, Birdman, é dirigido por pelo diretor mexicano Alejandro G. Iñarritu. Sabe-se que é corrente em toda a parte do mundo, estrangeiros serem subestimados em seus talentos, inclusive não tendo espaço para mostrar aos países que escolheram para viver, que vieram em missão de paz, para somar suas habilidades em prol de seus novos compatriotas.

A teoria de tudo é uma história que vem mostrar que o talento supera todas as adversidades. Todos os portadores de algum tipo de deficiência, ainda não tem direito a uma vida independente, sequer são reconhecidos no mercado de trabalho, como pessoas que podem contribuir e muito com a sociedade.

Selma mostra que a realidade do racismo, mesmo sendo um filme de época, ainda é um tema atual e uma realidade ainda não superada. O tema musical do filme e que foi premiado pelo Oscar – Glory – utiliza R&B, Hip-hop e faz um link entre realidade e a época de Martin Luther King, mostrando que sua luta ainda não foi completamente vencida.

Mas quero destacar o filme O jogo da imitação. A história de Alan Turing vem mostrar a tolice que é discriminar pessoas. De nada serviu as contribuições dele para a computação e por decifrar o código de comunicação nazista, poupando milhões de vidas na segunda guerra mundial. Naquela época, na Grã-Bretanha, ser homossexual era crime, e Alan foi condenado a castração química. Preconceito, desinformação e discriminação é uma realidade que a comunidade LGBT sofre diariamente, simplesmente por ser o que são, e assumir sua orientação e identidade sexual. A homofobia sofrida por Turing pelo estado ainda é sofrida por muitos Gays, Lésbicas, bissexuais e transgêneros, por omissão do próprio estado.

É a arte cinematográfica buscando levar às pessoas uma profunda reflexão. É importante acabar com a diferenciação: Todos somos humanos. Estes é um recado que muitos conservadores não querem ouvir e gritam aos quatro ventos para que esta mensagem não chegue aos ouvidos de gente de bem.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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