O heroísmo de Cid Gomes

Não vim aqui para falar da figura de Cid Gomes, mas do ato de ontem que culminou em sua demissão do cargo de ministro da Educação. Talvez tenha sido o fato mais emblemático de uma turbulenta semana que se iniciou com as passeatas e protestos contra o governo no domingo. Cid foi chamado ao congresso e não se conteve às acusações que recebeu do presidente da casa, Frank Underwood, ops, Eduardo Cunha, partindo para o ataque, ao dizer que prefere ser tido como mal-educado a ser acusado de achaque, além de dizer que além de Cunha, há cerca de 400 achacadores no congresso.

Palavras duras a ponto de Cunha pedir a cabeça do ministro em uma bandeja para Dilma, o que foi prontamente atendido, a ponto de o mesmo fazer o primeiro anúncio da queda do ministro.

Palavras duras, mas ilustram bem o desprestígio que a casa tem em sua atual magistratura. Atolado em escândalos, corrupção, desmandos em viagens, chantagens ao executivo, o congresso nacional brasileiro se encaminha para uma espiral paralisante.

O ato de coragem de Cid, embora fatal para sua carreira de ministro da educação, representou um desejo, que embora resignado, de muitos brasileiros, indignados, de fazê-lo contra um congresso, que arrogantemente dá de ombros quanto a situação do país, fingindo que o problema da corrupção não é com ele.

O ato de Cid lembrou um trecho de uma música de Arnaud Rodrigues e Chico Anysio, quando interpretavam Baiano e os Novos Caetanos, chamada Cidadão da Mata em que dizia: “Quem morre por último é o heroi, e o heroi é o caba que não teve tempo de correr”.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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