Sou a favor

Imagine a seguinte situação.

Uma pessoa jovem e homossexual, que tem uma família muito conservadora. Acontece que esta família descobre sua sexualidade e, impiedosa, expulsa essa pessoa de casa. Com ajuda de amigos, vai a luta, estuda, se forma e conhece o amor de sua vida, que teve a mesma história: foi expulsa de casa pelos pais, que não aceitavam sua homossexualidade. Juntas estas duas pessoas, compartilham vidas, além de compartilhar um patrimônio juntas.

Porém um dos pares vem a falecer.

Como o patrimônio produzido pelo casal é relevante, a família da pessoa falecida vem, judicialmente requerer parte dos bens, pois infelizmente, o casal não estava amparado por um testamento, e as leis não ofereciam garantias de que essa união fosse legal. 

A família da pessoa falecida ganha a ação. Judicialmente a questão pode ser correta, mas justiça não se fez ali.

No Brasil, milhões de crianças estão à espera de adoção. E milhões de pais querem adotar. Porém a conta não bate, e por quê? Pois os pais que procuram adoção querem escolher os filhos que querem adotar.

O que houve nos Estados Unidos hoje foi um marco histórico. O reconhecimento em âmbito nacional do casamento gay é um divisor de águas na história da luta LGBT por respeito, dignidade e cidadania.

Porém, ao contrário dos EUA, o Brasil pode dar um passo para trás com o estatuto da família. Casais homoafetivos não teriam mais o direito de adotar, pois este estatuto propõe um modelo excludente de família, que é o liderado por um casal heterossexual.

Não concordo com esse tipo de lei, que marginaliza pessoas. A legislação que se propõe justa, deve ter caráter inclusivo.

Ao contrário do que se pensa, pois a tola alegação dos contrários ao direito de casamento e adoção aos casais homoafetivos, leva a crer que o comportamento sexual poderia “contaminar” a educação e à formação moral das crianças. A opinião é preconceituosa e sem nenhuma base teórica.

Estamos muito próximo de atestar que boa parte do comportamento sexual humano é algo inato. E que o comportamento sexual é restrito a sua afetividade, sem afetar suas atividades profissionais, intelectuais, culturais, familiares e sociais.

Por tudo isso, só resto dizer:

Tenho muito orgulho de ser a favor do casamento gay, pois o amor sempre há de vencer. 

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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