O branco do olho

Canso de ouvir dizer que o Brasil é um país dividido, com multifacetadas multidivisões que nos colocam a um paradoxal lema de cada um por si e Deus por todos.

Ainda temos a tola concepção de buscar diferenças nas pessoas e qualificá-las como defeitos, a ponto de ao discriminar a diferença como defeito, estaríamos nos colocando em vantagem por ser igual aos demais.

A cor, o credo, a orientação sexual, o posicionamento político, a ausência ou presença de alguma particularidade física, nos coloca em posições opostas, quando na verdade nos deveria por em um mesmo lado diverso e multifacetado que é a raça humana.

O ser humano é um ser diverso e plural, mas muitas pessoas almejam o oposto, ser algo padronizado e igual.

A diferença é uma posição cultural. É uma forma de estimular a competição em uma sociedade industrial e que perdeu na história, seu senso de humanidade. Vivemos sob o imperativo do fazer, vivemos sob uma comunicação mais publicitária que informativa. Vivemos sob um pensamento cada vez mais forte do descarte humano, quando não alinhado a seus padrões morais.

Quando deixaremos de viver nossa visão daltônica e míope de sociedade? Quando deixaremos de idealizar uma realidade e começarmos a construir uma realidade melhor, mas baseada na realidade? Quando deixaremos de enxergar o outro como estranho e sim, como simplesmente o outro?

Precisamos parar de reparar nos detalhes do outro que nos dividem e sim, nos detalhes que nos unem.

Que comecemos, então, pelo branco do olho.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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