Palavras ao vento

André Arruda faz divagações sobre sentimentos, ao retornar a escrever em seu blog depois de muito tempo.

Havia muito tempo que não passo por aqui para escrever alguma coisa. Parece que neste momento estou pagando uma dívida comigo.

Diferente de outros costumeiros escritores, a velocidade de meus dedos não é tão veloz quanto a de meu pensamento. Muitas palavras acabam passando desapercebidas por entre meus dedos e acabam ficando de fora da tela.

Mas hoje é um pouco diferente. A mente também está lenta, vazia de ideias. Minha inquietação e impaciência se dá pela inspiração que não vem, ou quando vem, não consigo captá-la para os meus textos. Isso me atormenta e me aturde.

Vivemos sobre tempos sombrios. Todo o cálice de dor temos a impressão de ter bebido. E tal sofrimento nos castiga, mas a cada golpe a nós imposto, acaba calejando nossos corpos mentes e almas. Nos tornamos cada vez mais insensíveis, menos empáticos e menos receptivos aos outros. Nos isolamos a ponto de nos ilharnos num oceano de incerteza, medo e ignorância.

Tento a todo custo resistir a todo o mal que me cerca, mas a esperança vai desvanecendo a cada revés. Com olhar resignado, sigo meu caminho, mesmo não sabendo qual o seu destino e a quantos estamos indo.

São palavras que o vento leva. Palavras que expressam a esperança de ter esperança. Tentar pintar uma cor onde houver uma paisagem cinzenta.

Autor: Kazzttor

André Arruda dos Santos Silva, ou Kazzttor, é paulistano. Oriundo de família humilde, mas trabalhadora, viveu seus primeiros anos de sua infância no bairro do Ipiranga, cidade de São Paulo, e em seguida, mudou-se com sua família para Diadema, município vizinho, onde vive até hoje. Ativista, blogueiro, professor de informática, amante de tecnologia, esportes e artes, André procura em suas manifestações intelectuais escritas em seus blogs ou nas organizações as quais faz parte, mostrar um jeito mais humano, irreverente e diferente de ver e entender o mundo. Atualmente é universitário, bancário, participante de atividades sindicais, políticas e ideológicas, sempre tendo como objetivo buscar nos princípios éticos e de respeito mútuo a chave de uma sociedade mais harmônica e humanamente sustentável.

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