Vai com medo, mesmo!

André Arruda rememora momentos vividos em atuações anteriores como voluntário.

Hoje tenho o primeiro passo para o início de uma jornada. Estou a caminho do Rio do Janeiro pois em breve estarei atuando como voluntário nos Jogos Olímpicos.

Já é o terceiro grande evento no país que atuo voluntariando. Já participei da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo, no ano seguinte. E ao rememorar essas experiências fui tomado de súbita emoção. Isto pois lembrei de alguns momentos em que lágrimas caíram de meus olhos.

Era dia 20 de junho de 2013. Uma onda de protestos varria o país no meio da Copa das Confederações. Naquele dia estava de folga, e mesmo sendo voluntário em um evento FIFA, eu fui a um dos protestos. Fui pois eu entendi que mais do que a insatisfação com a copa, havia uma enorme insatisfação com o poder público do Brasil, que exige muito (impostos, leis, burocracia) e oferecia pouco (serviços públicos de qualidade e garantias individuais). Ao chegar no centro do Rio, vendo aquela multidão de jovens que pacificamente protestavam, entoavam palavras de ordem e cantavam, eu me emocionei. Ao cantar o hino nacional junto com aquela multidão, lágrimas caíram de meu rosto. Me sentia parte daquilo. Me sentia protagonista da história do Brasil naquele momento.

Naquele dia 12 de junho de 2014 foi diferente. A emoção era outra. Era a de um amante do esporte bretão. Eu até então não estava escalado para atuar na abertura da Copa. Na última hora fui escalado para atuar. Foi um dia inteiro de trabalho e no final, consegui uma permissão para ir à tribuna de imprensa, onde tive experiência de ver pela primeira vez (mesmo que seja por alguns minutos) uma partida da seleção brasileira no estádio. E pude ver o gol do Oscar, do mesmo ponto de vista de jornalistas e torcedores presentes. Ao terminar o jogo, a sensação do dever cumprido. A abertura da Copa foi um espetáculo, e ajudei a fazer isso possível, juntamente com todos os outros voluntários e profissionais. Saí da tribuna com os olhos marejados. Também me senti parte daquilo.

Identidade e pertencimento é algo que nos dignifica, quando os percebemos. Talvez seja por isso que tanto se coloca nas pessoas uma cultura individualista. Pois uma cultura coletivista é perigosa para quem oprime e quem almeja privilégios. Por isso a enganação da força do herói solitário. Mas como diria a música de Baiano e Os Novos Caetanos (Parceria de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues), o herói é o caba que não teve tempo de correr.

Talvez seja essa a lição que tiro dessas experiências. E isso se traduz na reação das pessoas ao dizer que vou aos jogos olímpicos, voluntariar. Elas me perguntam se eu não tenho medo de ir. Eu respondo com uma frase que li em algum lugar que diz:

Se tiver que ir, vá! Mas se estiver com medo, vá com medo mesmo!

Já vivi algumas experiências que me assustaram, que me deixaram com medo, mas entendo que o medo, não deve te travar, você tem que enfrentar. É um desafio. Apesar de outros medos que tenho, eu levo adiante a vida com eles, enganando-os ou buscando alternativas. Mas é preciso encarar o medo de frente, em alguns momentos. É o seu karma, faz parte do seu desafio vital.

Mas, pensando bem, ao rememorar minhas lembranças, minha resposta seria outra. Ao me perguntarem se eu não estaria com medo eu responderia:

Eu não estarei sozinho.

Nada tão abrangente, tão singular e tão controverso.

É preciso

Poema em homenagem aos estudantes que ocuparam a ALESP e o Centro Paula Souza pela abertura da CPI da Merenda.

É preciso resistir ao egoismo
Resistir ao escárnio, ao fascismo
É preciso resistir a oferta
À propaganda, a porta aberta
É preciso resistir a ganância
A carteirada, a arrogância
É preciso resistir ao preconceito
A intolerância, a negação de direito
É preciso resistir a corrupção
Ao descalabro, ao dano à nação
É preciso resistir à violência
Ao ódio, à vida sem essência
É preciso resistir ao desrespeito
À intimidação, ao golpe aceito
É preciso resistir ao fisiologismo
Aos interesses próprios, ao machismo
É preciso resistir à tradição,
Ao conservadorismo, à inação
É preciso resistir ao tédio
À apatia, ao fim do colégio
É preciso resistir
Ocupar espaços, insistir
Ao acusar o golpe, reagir
Sair de cima do muro
Tomar partido
Fincar as bandeiras de seus ideais e agir

Mas antes de tudo
Resistir é preciso

Poema em homenagem aos estudantes que ocuparam a ALESP e o Centro Paula Souza pela abertura da CPI da Merenda.

17 de abril de 2016, 23:07: um atentado contra a democracia brasileira

André Arruda comenta sobre a votação do impeachment de Dilma Roussef na câmara e seus desdobramentos.

A verdade é que o jogo sujo da política brasileira tem muitos nomes, CPF’s, CNPJ’s e Offshores fora do Brasil, cujo líder é Eduardo Cunha.

Hoje presenciamos uma página da história política do Brasil. Uma página triste, com mazelas e enganações que fez uma parte do povo brasileiro a crer que o jogo sujo do poder tinha nome e sobrenome: Dilma Rouseff.

A verdade é que o jogo sujo da política brasileira tem muitos nomes, CPF’s, CNPJ’s e Offshores fora do Brasil, cujo líder é Eduardo Cunha. Ele capitaneou o impeachment, colocando todo o PMDB e arregimentando outras agremiações pela sua votação, jogando ao mar a capitã do navio, antes que todos os tripulantes piratas fossem descobertos.

O que se viu hoje foi um motim e uma revelação dantesca, que apenas pessoas politizadas e inteligentes podem compreender. A de que os fins justificam os meios, mesmo que estes fins sejam ilegítimos.A de que no jogo do poder, vale tudo, pois o PMDB, há muito tempo almeja a presidência do país, mas curiosamente, todas as vezes que assumiu, não foi pelo voto direto (Sarney em 1985, Itamar Franco em 1992 e agora, Michel Temer).Viu-se revelar a magistratura mais conservadora, reacionária e defensora de interesses da elite dos últimos anos. Seria evidente que uma presidência com filosofia progressista fosse vista pelos congressistas conservadores como um empecilho a seus interesses.

A partir daí a situação piorou. Começou com um racha na eleição para a presidência da Câmara, com a vitória de Cunha. Depois diversas imposições de derrotas ao governo, juntamente com a aprovação de um arremedo de reforma política, que, na prática, não mudava em nada, principalmente no tocante ao financiamento de campanhas e partidos. Em seguida, as pautas-bomba, ataques a direitos, como a liberação total da terceirização, a mudança na demarcação de terras indígenas, a flexibilização (!) do trabalho escravo, o estatuto da família e do nascituro, pautas que agridem os trabalhadores, os direitos humanos e as minorias. Por fim o impeachment, por conta das pedaladas fiscais praticadas no mandato anterior, inclusive com assinatura de ordens de manejo pelo Temer, sem contar que é prática usual em estados e municípios, o que poderia impor um risco jurídico enorme a diversas cidades e estados, se a coerência fosse a tônica na política brasileira, mas como não é…

A maioria dos deputados que disseram sim ao impedimento de Dilma tem nomes e partidos envolvidos na operação Lava Jato.

O alvo dos deputados é outro para forçar a queda da Dilma. É ela quem deu carta branca para a PF e a justiça federal para investigar livremente, e a bomba caiu no colo dos políticos. A maioria dos deputados que disseram sim ao impedimento de Dilma tem nomes e partidos envolvidos na operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro, não sabemos qual a dele, mas o que vejo agora é que ele se enveredou pela vaidade de ser um juiz que liderou a maior operação de investigação contra a corrupção da história do país. Imaginando ser igual a operação Mãos Limpas na Itália, optou por divulgar para a imprensa os resultados das investigações, para que a o Brasil fosse tomado de comoção popular e pressionasse as autoridades a punir e apurar com rigor a roubalheira. Mas a mídia brasileira é enviesada. A própria mídia fez filtragens para destacar os pontos que comprometessem o executivo e faria uma “cobertura soft*” de pontos que poderiam comprometer parlamentares e partidos de oposição. A explicação para isso é que a maioria das emissoras de rádio e televisão possuem controle direto ou indireto de políticos, muitos deles envolvidos nos escândalos.

A mídia mostrou uma cara deturpada do escândalo. Martelavam-se diuturnamente notícias da Lava Jato, relacionando ministros, estatais e deputados com pagamento de propina. A comoção para clamar a queda de Dilma logrou êxito por três fatores:

  • O trato da mídia em tratar a questão da corrupção como problema de governo, e não como um problema de Estado, visto que depois, revelou-se que os esquemas de propina já existiam desde 1986.
  • O preconceito que há sobre a corrupção, por entender que a revelação dos atos ilícitos recai a culpa sobre o governo que está aí, ou seja, que a população pensa que só existe a corrupção quando um escândalo aparece, o que não é verdade, pois falcatruas ocorrem em diversos cantos do país e são poucos os que acabam tornando-se públicos.
  • O anti-esquerdismo, manifestado pelo anti-petismo e o anti-lulismo, onde uma parte da população de classe média alta, passou a hostilizar os partidos de esquerda por conta de sua pauta social de busca de corrigir as desigualdades sociais e políticas do país. Por ser sempre tidos como privilegiados, ao perder o foco governamental, e assim o privilégio de outrora, passou a hostilizar os favoráveis à pauta de esquerda.

Basta observar o perfil dos manifestantes dos protestos pró-impeachment. Eu tive que olhar as pesquisas e fazer algumas especulações a respeito. Pra começar, a faixa etária, muitas pessoas de meia idade e com idade mais avançada. Passa pela classe social, muitos ganham acima de 4000 reais mensais, e passa pela escolaridade, muitos possuem ensino superior completo. Nas áreas de atuação, temos empresários, profissionais liberais e funcionários públicos.

Do outro lado temos os manifestantes contrários ao impeachment. Muitos de classe mais baixa, camponeses, com escolaridade variada entre analfabetos e também graduados. Temos muitos jovens, pessoas de raças negra ou parda, trabalhadores da indústria comércio e serviços, assalariados, com renda bastante variável também.

Isto levou a uma polarização política que pode resultar em um jogo perigoso, em que o congresso nacional com o impeachment, decidiu pagar pra ver.

Os primeiros, chamados de coxinhas, os segundos, de mortadelas (por achar que estão nas manifestações em troca de dinheiro e comida). Isto levou a uma polarização política que pode resultar em um jogo perigoso, em que o congresso nacional com o impeachment, decidiu pagar pra ver.

O futuro

Após a aprovação na câmara, o julgamento do impeachment vai para o senado. Aprovado, a presidente Dilma é afastada por 180 dias e assume o Vice, Michel Temer. Eduardo Cunha assumiria o posto de Temer na linha sucessória. O problema é que Temer, Cunha, seus asseclas do PMDB, PP e outros partidos, estão envolvidos em escândalos de corrupção. E um alerta de um magistrado do Conselho Nacional de Justiça revela a verdade: nos últimos 14 anos, não sofremos nenhuma interferência governamental nas investigações que realizamos. Pode não ser crível, mas uma das consequências de um governo Temer é a interferência nas investigações para abreviar e inocentar os políticos corruptos. Seria igual a anistia de 1979, mas só os militares seriam liberados de todas as culpas. Já se cogita anistiar Cunha de sua cassação por fazer com que o Impeachment fosse aprovado. O que seria de fato, a desmoralização política do Brasil.

(…) empresa não doa, investe, para depois ver seus interesses políticos defendidos pelos políticos que ajudou a eleger.

O aparelhamento político de estatais e ministérios não é apenas moeda de troca para apoio político, mas sim importantes tentáculos de partidos e políticos sem escrúpulos para obtenção de dinheiro ilícito oriundo de propinas, para abastecer candidatos e campanhas eleitorais. A não mudança da forma de financiamento de partidos e campanhas não foi a toa, é pra permitir que empresas continuem investindo em seus candidatos, pois empresa não doa, investe, para depois ver seus interesses políticos defendidos pelos políticos que ajudou a eleger.

Por ter encontrado o bode expiatório, no caso a presidente Dilma, todo noticiário sobre corrupção magicamente cessaria, pois o objetivo dos políticos que controlam a mídia foi alcançado, de manter a corrupção praticada por eles longe dos holofotes da opinião pública.

E para o povo brasileiro, lamentavelmente, nada mudaria, a carga tributária elevada com retorno cada vez mais pífio na qualidade de serviços públicos e acesso a estes. A situação crítica, no entanto, é proposital. Nossa cultura cristã, fatalisticamente, vai querer rogar por heróis, e estes, os políticos, na maior cara de pau, vão se apresentar a nós como exemplos de moralidade e bem comum, prometendo como sempre, mas nunca cumprindo e enriquecendo às nossas custas.

É este o futuro que queremos?

Em tempo: há uma ação nos bastidores para que Dilma reduza seu próprio mandato e convoque eleições para presidente ainda este ano. Seria uma saída honrosa para uma presidente que foi queimada na fogueira política pela corrupta inquisição cristã de Cunha. Mas só considero de valia se deputados e senadores também pudessem ser novamente escolhidos.

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*Cobertura Soft: termo cunhado pelo então diretor de jornalismo da Rede Globo de Televisão, Armando Nogueira, para explicar como foi feita a cobertura jornalística das greves do ABC no final da década de 1970, onde se havia apenas a captura de imagens, sem som ambiente, e com a declaração de vozes patronais e não sindicais. Esta declaração está no documentário “Muito Além do Cidadão Kane (Beyond The Citizen Kane)”produzido pelo Channel 4 da Inglaterra, em 1993.

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Pra você entender o pato plagiado da FIE$P!

Gente burra é foda. Pergunto ao tiozinho do começo do debate como foram as aulas de OSPB que tiveram no segundo grau, porque ô burrice!

Crianças coxinhas, de inteligência limitada pela veja, globo, jovem pan e assemelhados: quando vão usar o cérebro de vocês e estudar política?

Vamos aos fatos:
Como é a composição da câmara e do Senado? Não do ponto de vista partidário, pois é ilusório, mas do sócio-econômico? A maioria são empresários, líderes do agronegócio, não são gente como a gente, são quase tudo elite!
Mesmo sendo membros da base aliada eles iriam votar a favor de uma lei que “prejudicaria seus parceiros”? Ou até eles mesmos, pois estes parlamentares recebem mais de 28 mil reais por mês, ou
seja, pagariam 30% de imposto! Se eles votam o aumento do próprio salário, eles vão votar pra diminuir o salário deles, e ainda por cima com impostos? 

Deixem de ser toupeiras! Todo mundo quer uma aplicação de impostos mais justa! Pois quem ganha pouco paga muito imposto, e quem ganha muito paga quase nada! A Europa descobriu essa lógica, por isso tem muito francês rico fazendo uso de offshore para fugir do fisco!

Esse foi um comentário que fiz no Facebook contra opiniões contrárias neste post que vou  colocar aqui abaixo, para leitura e entendimento. 

  
Não seja feito de pato pela FIESP. Ela só se interessa pelos interesses dos ricos

(Carlos Milhomem) Vou explicar o que é aquele Pato-com-cara-de-morto da Av. Paulista, pra ninguém passar vergonha:

Existe uma proposta para abaixar E aumentar os impostos, ao mesmo tempo, no Congresso.

Isso mesmo, abaixa o IRPF de quem ganha menos e aumenta o IRPF de quem ganha mais.

A FIESP, dona do Pato, chama isso de “aumento de imposto”, mesmo que o imposto abaixe (ou isente) para mais de 80% da população.

“Oras, chega de aumentar os impostos, povo!”

Mas o que eles não dizem é que só aumenta o imposto pra quem ganha ACIMA de R$27mil por mês.

Para quem ganha ABAIXO de 27mil, o “aumento” iria ABAIXAR o imposto.

Pra você visualizar:

HOJE, quem ganha

Até 1.903,98 – é isento

1.903,99 até 2.826,65 – paga 7,5% de IRPF

2.826,66 até 3751,05 – paga 15%

3.751,06 até 4.66,68 – 22,5%

A partir de 4.664,68 – 27,5%

Como ficaria com a proposta aceita:

Quem ganha até

Até 3.390,00 – é isento

3.390,01 até 6.780 – paga 5% de IRPF

6.780.01 até 10.170 – paga 10%

10.170,01 até 13.560 – 15%

13.560,01 até 27.120 -20%

27.120,01 até 108.480 – 30%

A partir de 108.480,01 – 40%

E é por isso que tem gente CONTRA o Pato morto. Não é questão de pagar mais imposto, é questão de não ser enganado, de novo, pelos milionários.

Porque eu quero é que os ricos paguem o Pato, como em toda nação desenvolvida.

Agora, se for entrar na discussão de que a gente já paga muito imposto em produtos e serviços (como na maioria dos países pobres ou em desenvolvimento) em vez de taxar a renda, isso é mais um motivo para defender essa proposta. Porque assim podemos desonerar os produtos e, quem sabe, abaixar os preços finais de tudo, deixando tudo mais justo.

“Ahhh, mas nos EUA a taxa de IRPF é por volta de 8%.”

É, mas lá a gente não tem o déficit social que temos aqui. Se a gente estivesse taxando de forma justa os ricos há 50 anos, provavelmente poderíamos ter taxas mais baixas aqui.

Se a reclamação é de que a CPMF é um aumento de imposto, se lembre que ele foi criado no governo FHC e praticamente só pesa em quem tem muita transferência bancária. Nem pra mim e nem pra você.

E a CPMF permite aos bancos repassarem informações ao fisco e aumenta assim a transparência, evitando remessas ilegais.

Ou seja, imposto que abaixa pra pobre e aumenta pra rico é bom, Pato morto é ruim.

http://www.revistaforum.com.br/2016/01/05/bancada-do-pt-na-camara-defende-isencao-de-ir-para-salarios-ate-r-3-390/

A regra é clara

Prestenção, pois a regra é clara: não se pode colocar uma prova obtida sem autorização em um processo judicial, por mais evidente que seja. O pessoal do Fla (Lulistas, petistas em geral), está achando que é golpe. O pessoal do Flu (anti-petistas, direitistas em geral) estão achando que agora o governo da Dirma cai.

O que acho? Que não importa o que resulte, quem ganhar não vai levar.

Quanto a questão da camiseta CBF, eu boto na crítica não pelas relações escusas da CBF. Mas porque essa camisa é erroneamente tida como um sinal de patriotismo. O Brasil é um país que o patriotismo é visto como algo que se usa e se guarda de acordo com a conveniência. Quando é Copa do mundo, todo mundo é patriota. Quando se tem crise também (apesar de aparecer alguns nacionalistas também no meio dessas pessoas). Patriotismo não é conveniência, tem que estar dentro do âmago de identidade nacional, entende? Quando esse patriotismo o prejudica, é facilmente abdicado, tipo, que se foda o Brasil!

Patriotismo não é camiseta, é atitude!

Quando se cola na prova, deixamos de ser patriotas, pois a pátria nos espera que tenhamos conhecimento suficiente para sermos profissionais de excelência que ajudam-na a desenvolvê-la. Quando dirigimos embriagados, ou burlamos blitzes, ou avançamos o sinal, também deixamos de ser patriotas, pois desrespeitamos as regras que nossa pátria fez para todos. Quando furamos fila, estamos deixando de ser patriotas, pois estamos desrespeitando outros cidadãos de nossa pátria.

Sabemos que a situação está difícil e muito acontece por ingerência política. Isto é fato e temos acordo nisso! Mas não podemos agir com hipocrisia, colocando nossas atitudes em coletivo, e nos contradizendo, quando é em particular.

Acho que é isso! Chega de Fla-Flu político! Vamos empurrar esse país e pedir que essas investigações punam a todos, sem exceção!

Invertendo a lógica

Vamos inverter a lógica. Concordo que a Dirma pode ter usado um recurso desesperado pra salvar o governo chamando o Lula pra ser ministro.
Realmente é um ato que gera controvérsias de todos os lados. Só que no mesmo dia, veio o Moro e divulgou um grampo dela com o Lula. 

Não se faz gol chutando a cara do goleiro, gente! É falta!

Da mesma forma, não se pode vazar um telefonema confidencial do presidente da república. A não ser em clara conotação de crime, o que, pelo seu teor, nada é possível afirmar. 

Há semanas dizia que Dirma chamaria Lula pra ser ministro, isto é sabido de todos. O que Moro fez foi abuso de poder e pode até ser considerado crime o que ele fez. 

Agora está rolando no congresso o trâmite do impeachment, que o STF mandou voltar. É coincidência demais o Moro mandar soltar a gravação, para que haja agitação e pressão no congresso pra que o impeachment saia de qualquer jeito. 

Não estou aqui pra defender o governo! Estou aqui pra defender a legitimidade. Não importa de que lado esteja neste Fla-Flu político, mas não se pode fazer justiça sem ser justo. De nada adianta satisfazer o desejo de ver um governante destituído se esta destituição foi feita de forma ilegal. 

Pensem no amanhã. Se essa porra estoura, quem vai assumir? Os fascistas? A velha política bandida? Espero que não.

Música para vocês