Abre-alas

André Arruda rememora momentos em uma reflexão sobre o ano de 2016 que caminha para a reta final.

Hoje é primeiro de setembro e me dei por conta que falta apenas um quadrimestre para o término de 2016. Mas ao puxar as reminiscências conexões improváveis surgiram.

Hoje, o Corinthians comemora 106 anos. E ao lembrar do Corinthians, lembrei de Doutor Sócrates, que comemorava os gols com o braço direito erguido para o céu. Sócrates era um dos líderes da Democracia Corinthiana, e foi uma das personalidades que apoiaram a campanha pelas diretas em 1984.

Ao lembrar disso, também lembrei do impeachment que foi confirmado ontem. Lembrei que, assim como em 1984, a vontade dos parlamentares prevaleceu contra a vontade de milhões de eleitores. E que, assim como em 1989, a mídia manipulou escancaradamente a opinião pública para que o impeachment fosse aceito.

Ao lembrar de Sócrates também lembrei dos Panteras Negras, com o gesto dos punhos cerrados e braços erguidos nas olimpíadas. O que me fez rememorar os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, onde muitas barreiras foram rompidas, sendo uma olimpíada de muita diversidade. 

Muitas lutas a travar, pela democracia, pela justiça, pela diversidade, pelo respeito. Falta pouco tempo para terminar o ano, e fica a questão de que legado devemos começar a deixar para o futuro.