É preciso

Poema em homenagem aos estudantes que ocuparam a ALESP e o Centro Paula Souza pela abertura da CPI da Merenda.

É preciso resistir ao egoismo
Resistir ao escárnio, ao fascismo
É preciso resistir a oferta
À propaganda, a porta aberta
É preciso resistir a ganância
A carteirada, a arrogância
É preciso resistir ao preconceito
A intolerância, a negação de direito
É preciso resistir a corrupção
Ao descalabro, ao dano à nação
É preciso resistir à violência
Ao ódio, à vida sem essência
É preciso resistir ao desrespeito
À intimidação, ao golpe aceito
É preciso resistir ao fisiologismo
Aos interesses próprios, ao machismo
É preciso resistir à tradição,
Ao conservadorismo, à inação
É preciso resistir ao tédio
À apatia, ao fim do colégio
É preciso resistir
Ocupar espaços, insistir
Ao acusar o golpe, reagir
Sair de cima do muro
Tomar partido
Fincar as bandeiras de seus ideais e agir

Mas antes de tudo
Resistir é preciso

Poema em homenagem aos estudantes que ocuparam a ALESP e o Centro Paula Souza pela abertura da CPI da Merenda.